terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Jó 3 1-19.

Finalmente Jó quebrou o silêncio e amaldiçoou o dia do seu nascimento. Jó disse:

Maldito o dia em que nasci!
Maldita a noite em que disseram: 'Já nasceu! É homem !'
Que aquele dia vire escuridão!
Que Deus, lá do alto, não se importe com ele,que nunca mais a luz o ilumine!
Que a escuridão e as trevas o dominem;
que as nuvens o cubram e apaguem a luz do sol!
Que aquela noite fique sempre escura e que desapareça do calendário!
Que seja solitária e triste aquela noite,
e que nela não se escutem gritos de alegria!
Que seja amaldiçoada pelos feiticeiros,
aqueles que tem poder sobre o monstro Leviatã!
Que escureçam as estrelas de sua manhã;
que ela espere a luz, e a luz não venha;
e que sua madrugada não chegue,
pois não fechou as portas do ventre de minha mãe,
e não me poupou de todo este sofrimento!
Por que não foi o ventre de minha mãe meu túmulo?
Por que não morri ao nascer?
Por que minha mãe me segurou no colo?
Por que me deu o seio e me amamentou?
Se eu tivesse morrido naquele momento,
agora estaria dormindo,
descansando em paz.
(...)
Se minha mãe tivesse tido um aborto, às escondidas,eu não teria existido
e seria como as crianças que nunca viram a luz do dia.
Na sepultura acaba a agitação dos maus,
e ali repousam os que estão cansados.
Ali os prisioneiros descansam juntos
e já não ouvem mais os gritos do capataz.
Ali estão os importantes e humildes,
e os escravos ficam livres dos seus donos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Eu juro, não há nenhum ressentimento meu para com cristo, Vocês conseguem escutar? Vocês estão ouvindo? Usei a palavra "JURO" isso representa uma verdade que sai do peito. Não me desfiz da teoria tola dos meus dezessete anos sobre racionalidade canina pós -guerra porque ainda não cheguei a uma conclusão razoável. E não terminei de ler a bíblia porque não me era razoável também, além de me ser explendidamente desinteressante, esse é um mérito que reconheço. Eu pretendia sair hoje, já que está uma noite quente e vocês não querem parar de me desmentir sobre meu não relacionamento com cristo.Havia uma elegância naquela testa enorme, mas não o suficiente para me estabelecer deste discurso. Não acreditaram em mim. Pior ainda, tentaram me convencer de que eu também não deveria acreditar em mim. Não me ouviram e minhas cordas vocais e boca,não vítimas ou reféns mas cúmplices da minha lógica (não mais absurda), essas três, uma a uma , sentiram o peso da insignificância. Eles eram quatro e tinham livros, e eu do outro lado do sofá.Talvez alguns insetos devido o verão.


Lá Lach