quinta-feira, 27 de setembro de 2012

domingo, 16 de setembro de 2012

Ao redor uma platéia gargalhava
E eu sufocando com o escarro interrompido (de sempre)
A neurose muda a lente e funciona como um raio-x demoníaco
Cada sorriso de cada boca maldita se voltava para mim como 3/4 do inferno.
Saltando entre precipícios com a intenção pouco latente de não chegar
Há a garrafa que faz confortável o arame farpado em que deslizo
Com a graciosidade das crianças psicopatas.
E só existe beleza no sangue que pulsa com a dor
E o escuro, o profundo, a loucura, o gole seco, a gozada apática
As estruturas copiadas.
Buscar uma corrente no Mar Morto
Trilhar um caminho costurado com passos bêbados
Em uma lama que se fecha apagando as minhas pegadas.

Lá Lach